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O que fiz em quadrinhos

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Obras lançadas a alguns anos, entre elas a versão de Desterro em Francês, e o primeiro capítulo de Os inimigos não mandam flores, que originou a HQ Desterro. Também a coletânea Servos dos Servos da editora Capão Redondo, e a Capa Comics, do Rio de Janeiro. a revista Zumbis, foi um convite do grande Franco de Rosa, que desenhou a história que escrevi, uma homenagem aos grandes roteiristas brasileiros. Esse ano tem mais e logo vou postar as novidades desse universo que amo tanto.





Conto do livro Ninguém é inocente em São Paulo (Selo Povo)

Buba e o muro Social                                                                                         

Eu até tinha muitas coisas legais para brincar, um ursinho de pelúcia que eu sempre mordia logo pela manhã, e durante o resto do dia. Também corria para comer a ração que vinha sempre macia, pois meu dono a mergulhava em água morna, eu também ficava fingindo que estava guardando o portão. Foi meu pai que me ensinou, ele disse assim: -filho! A nossa raça é muito conhecida por ser tranqüila, mas precisamos ser mais do que somente cães bonitinhos e engraçadinhos, o mundo moderno exige que tenhamos mais serventia, do que somente nossos olhos caídos e babas escorrendo. -A realidade filho é que os Pitt Bulls estão na moda, e nós estamos ficando pra escanteio, certo, certo que agente já sabe onde isso vai dar, que quando eles querem um carinho eles veem para nós os Basset que são os melhores, os Hound. Bom, meu pai era um cara muito inteligente, mas perdi o contato com ele assim que…

condicionados até o osso

Como podemos entrar de cabeça numa competição tão sem limites e sem ganhos reais?
Somos sim condicionados desde que viemos ao mundo, mas porque ganhamos e temos vitórias, mas no final do ano a vida parece tão sem sentido?
Somos enquadrados até o limite real, na moral com quantos valores vamos morrer, e com quantos ainda temos que lutar para tentar se olhar no espelho?
Só na beira da morte vamos nos arrepender? Só bem perto do fim, vamos correr pelo que é verdadeiro?
Competição, acordar todo dia para poder fazer o outro nublar, embaçar, não aparecer.
Farmácias em todas as esquinas, falta amor mesmo, mas falta harmonia, falta coisas simples e não vitórias estimuladas, mas que deixam além de quem perdeu triste, também nos faz menos humanos.
Sei lá, me bateu essa fita, caminhada longa, mas na verdade os títulos são os certos? fizemos a tal revolução de fato? quantas vidas mudamos? mudamos nós mesmos?

Faz eles rí

Us fio tem que entendê Que siozinho qué rir Us minino mesmo sofrendo Tem que aprendê a si diverti
Num basta o sofrimento Incultado nessa vida Num basta as mazelas Vamus esquece as ferida
Antigamente povoação Hoje é periferia Zumbi nunca chorou Morreu na loca corrida
Us encantados foi embora Se acabaram no bar e na cerveja Rei Nagô se lamenta A morte única certeza
Povo guerrero num ri de tudo Abandonô terrero e esqueceu Preto evangélico hoje ora Pai salva filho teu
Mais do céu num vem melhora Caboclos se entristeceu Esqueceram os traços e raízes De um povo que pru zoto viveu.
Muita coisa mudou na estória capitão mantinha na corrente A evolução veio sem demora
Hoje o preto  pra polícia é delinqüente.

Mais dois livros da Selo Povo chegando

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Depois de relançar o livro Ninguém é inocente em São Paulo e a Revolução dos feios do Ni Brisant, agora é a vez de relançar o Cronista de um tempo ruim, textos que fiz durante muitos anos em veículos como a Caros Amigos, Estadão, Folha de S.Paulo e outros. Ainda esse ano também sai o esperado primeiro livro do Rashid. Vamos avançando com essa iniciativa, que honra a literatura de quebrada e apesar de todos os desafios, nos faz avançar na nossa arte.

Olha quem voltou doutor!!!

Mais de um ano sem conseguir postar nada por aqui, nossa, como tivemos que dar voltas pra ter acesso novamente, mas o inimigo caiu por terra!
Esse blog sempre foi minha casa mais querida, onde sempre digo o que penso, e publico os contos e textos e até crônicas que não caberiam em nenhum lugar.
você que se escreveu a tanto tempo minhas desculpas, agora não vou mais perder acesso.
Aos novos que estão chegando, esse blog reforça nossa luta pela liberdade, não dá pra ficar refém do face book, cada vez menos exposição dos próprios admiradores do trabalho, hoje ele entende muito do que faço como jornalístico e isso diminui mais ainda o acesso.
bora nos ver por aqui,
tamo juntos novamente
Ferréz

Seu voto e uma foto

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Vendo essa foto feita por Fabio Andrade, me peguei pensando enquanto olhava para a caveira, que pode muito bem ser a cara do nosso país, o que vale seu voto quando está em curso uma manobra gigantesca apoiada pela maioria política do país, além da mídia sempre parcial. Ontem a Globonews trouxe em seu programa "jornalistico" vários especialistas, em comum, todos apoiavam o golpe chamado de impeachment. O que vale de fato seu voto? Até quando aquele que está ali na urna é de fato alguém que você escolheu? Melhor voltar a olhar pro crânio, vazio, sem olhos, onde já abrigou antes uma alma, um cérebro, assim nosso Brasil nesse momento se iguala. Afinal somos todos iguais assim, só nos ossos.

Inauguração da Nova Loja da 1DASUL em Santo Amaro - 22 de Abril

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Acesse o evento no Facebook e confirme sua presença: http://bit.ly/1dasulmais

Encontro Literatura Marginal de Abril

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Rússia - Uma juventude inteira

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Andar durante 1 hora até Santo Amaro e poder comprar somente um livro de 1 real.
Minha juventude se resumiu a muitos anos assim.
Me deparei com grandes escritores Russos nesses sebos, que tinham livros velhos, com capas rasgadas, mas muitas vezes tão maravilhosos que faziam um menino do Capão Redondo entrar em outro mundo.
Foi assim com Alexander Pushkin, Dostoievski, Tchekhov, Lérmontov, Tolstoi,  Antioch Kantemir, Vasily Trediakovsky e o primeiro que conheci e que desde então nunca mais larguei Máximo Gorki.
Muitos autores foram perseguidos pelo regime soviético, coisa que deve ter tornado a literatura deles muito mais forte, como é o caso de Ivan Alekseyevich Buni que depois ganhou o prêmio Nobel de Literatura, bom, ainda indico o Alexander Soljenitsin que foi preso num campo de concentração.
Os autores que citei são de várias épocas e estilos diferentes, mas você pode começar com Tchekhov e o próprio Gorki e depois ir para os outros.
Passei por muitos países, mas ainda vejo a hora de…

Agradecimento

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Quero deixar aqui meu agradecimento a todas as cartas e e-mails que chegaram, de professores que estão adotando o livro em suas salas de aula, e também agradecer aos leitores, que fizeram desse livro um sucesso logo que saiu, foi feito sim, como escrevi na abertura do livro, na rua, e para ela, e ver ele circulando desse jeito, me deixa muito feliz, afinal literatura é para isso, para voltar de onde veio, das quebradas e vielas.
Muito obrigado, pode apostar que o escritor é problemático mas é sincero.

O caminho existe. chama-se Cultura.

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Nada pode mudar mais a vida de uma pessoa do que a cultura, por ela existo, por ela luto todos os dias, e ver meu povo tendo acesso, podendo conhecer tanto os livros, como quadros, como a música, isso sim, é realizar meus sonhos. O resto é vaidade.